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TERCEIRA SEMANA DA FAMÍLIA
De treze a dezoito de agosto a Pastoral da Família promoveu a terceira Semana da Família em nossa paróquia, alinhada com o evento nacional incentivado pela CNBB.


No primeiro dia, o tema: "Vida com dignidade humana" começou com urna encenação apresentando uma humilde catadora de material reciclável que agradecia Deus o pouco que possua enquanto um político corrupto fazia o contra-ponto, esnobando o trabalho e a comida que podia comer.
O casal Jean Marcel Capuzzi e Sandra Mara de Castro Capuzzi, da distante paróquia de Nossa Senhora da Salete no bairro de Santana convidou os presentes a refletir sobre o fato de que o corpo santuário do Espírito Santo e devemos lutar pela dignidade de todos.
"Os filhos, primavera da família e da sociedade", tema desenvolvido pelo Papa durante o jubileu do ano 2000, foi o assunto do segundo dia da semana da família, conduzido pelo Dr. César Mouzinho, psicólogo e terapeuta familiar.
Assim corno nos outros dias, o grupo de jovens marcou presença apresentando uma peça teatral. Em seguida, Dr. César convidou todos os participantes a fazerem urna introspecção, quando foram feitos vários questionamentos, tais como:
- Corno estou na qualidade de ser humano?
- Corno pai e mãe, o que tenho que melhorar com meus filhos?
- O quanto parei para falar da vida dos meus filhos?
- Eu conheço meus filhos, principalmente no campo emocional?
- Eu conheço os amigos dos meus filhos? Dr. César ressaltou a importância do dialogo, procurar entender o que o adolescente quer falar e conhecê-lo física, espiritual e emocionalmente. Disse ainda que educar ter comprometimento e responsabilidade. "O adolescente um poço de coisas maravilhosas que Deus nos deu. Ele nos renova e nos ensina. Ternos que saber entendê-lo, conversar e ouvi-lo para poder interagir com ele", completa.
Após a exposição, Dr. César abriu espaço para perguntas, quando os participantes puderam esclarecer diversas dúvidas. Houve ainda dois depoimentos Onofre, pai de cinco filhos, disse que dois deles foram dependentes de drogas. Na ocasião, suspendeu os trabalhos na comunidade e a família se desestruturou. Passou por tantas dificuldades, e hoje pode ajudar outras famílias dilaceradas, membro do CCEV.
Outro depoimento foi dado pelo jovem Ronaldo, filho de pai dependente de álcool. Cresceu num ambiente em que o pai cometia muitas falhas. Devido a um problema de saúde, o pai ficou proibido de ingerir álcool. Neste momento fez uma análise da vida antes e depois do álcool ganhou o respeito dos filhos depois de abandonar o álcool.
Para terminar. Dr. César nos deixou a
Seguinte mensagem: "Adotem seus filhos porque senão o mundo os adotará".
A palestra ministrada pelo professor Atôninio Boeing "Espiritualidade Família: Viver corno os Primeiros Cristãos" revelou-se muito interessante urna vez que o palestrante traçava um paralelo
histórico - entre a colonização brasileira e a religiosidade familiar.
Com modelos de família característicos de cada época, o professor Boeing demonstrou que existe uma mistura de modelos entre real e ideal.
Nos primeiros momentos da colonização o modelo indígena segregou-se à medida que os portugueses impunham a religião negando o tipo familiar indígena. Na época da escravidão, a mistura de raças e tribos, promovidos para facilitar a dominação, provoca o aparecimento de famílias ilegítimas; a mescla de culturas forma novos tipos de louvor e religião. Paralelamente os senhores de engenho são tidos como os proprietários (donos) da famílias e a muIher toma-se o centro organizador da vida:
a dona da casa e a transmissora da religião; a espiritualidade fica mais próxima da fámilia.
Mais tarde, a imigração européia traz seus representantes religiosos e a igreja torna-se um lugar-social, ou seja, o ponto de encontro entre a da mesma pátria-mãe. Hoje a espiritualidade marcada por esses diferentes modelos e ainda pelo processo de industrialização iniciada na década de 50, iludida quando grande parte de famílias passa do mundo rural para o mundo urbano, com a divinização da mercadoria que prega que "é necessário ter sempre mais". Surgem novos "rituais" comprometedores da espiritualidade em bares, shoppings e gangues das periferias.
Para o professor Boeing, somente a valorização dos momentos familiares pode reverter esse quadro de afastamento da espiritualidade: "a conversa familiar para buscar a verdadeiro sentida espiritualidade de crença em Deus, resgata a verdadeira função da família dentro da comunidade, assim corno os primeiros cristãos faziam na alegria da divisão do pão e da busca de Deus corno o centro organizador da vida".
Ailton, um jovem palestrante da Diocese de Osasco, contou algumas experiências de sua vida e apontou como maior exemplo a grande Família de Nazaré na palestra que teve como terna "A vida resgatada pelo compromisso social".
Lembrou ainda alguns valores que estão esquecidos, por faltar "tempo" para a família.
Entre tantas coisas que foram ditas algumas, com toda certeza, marcaram todos: "Somos urna grande orquestra de Deus e devemos estar de portas abertas ao serviço de Jesus de sua missão". "Ternos que ocupar nosso tempo com o que bom. Estamos pensando muito no futuro e esquecendo o presente". Frases diretas e marcantes ditas por um jovem, quando praticadas intensamente no dia-a-dia, fazem uma grande diferença na vida de cada um de nós.
"Vem e segue-me, disse Deus aos jovens", foi com essas palavras que o padre Oswaldo Gerolin iniciou a palestra do penúltimo dia da semana da fámilha, na paróquia, cujo tema foi:
Jovem, não tenha medo de ser santo". O pároco da igreja Sagrado Coração de Jesus, no Brooklin, diz que sempre trabalhou com jovens, mesmo antes de entrar para o seminário.
Os alunos do colégio Bemardo foram convidados pela paroquiana Terezinha Barros de Almeida dos Santos, presidente do Conselho da escola e participante da Pastoral da Acolhida, na igreja, a participar da palestra. Ela pediu autorização diretora, que por sua vez dispensou todos os alunos da turma da noite para assistir.
Os jovens da paróquia, antes da palestra, apresentaram um pequeno teatro e dançaram urna música sobre o tema discutido.
O padre Oswaldo Gerolin contou com a ajuda da Ir. Javista Adriana, que tocou durante toda a pregação. Ele disse sobre as conquistas dos jovens, que tem fome e sede de Deus-e citou alguns passos para aproximar ainda mais de Deus: a humildade, ter um coração que ama e o silêncio.
A palestra teminou com a entrada da Nossa Senhora de Aparecida, tocando profundarnente os jovens que seguiram em procissão pelo corredor central, atrás da
irnagem, até o altar.

A convidada Leide Stelen Pires, atuante nas pastorais do Cantinho do céu e grupo de oração Água Viva, diz sobre o assunto: "Os jovens tem muita força e precisam se abrir ao amor de Deus, para dar bons frutos". E ainda completa dizendo que o jovem para ser santo deve primeiro amar Deus sem ter medo e vergonha.
Entre os jovens, estava Denise Emandes da Silva, estudante do colégio Bernardo, da 5a série, que disse ao ser convidada sentiu muita vontade de participar.
Depois da palestra, houve urna confraternização no saao lado.
O palestrante, convidado pelo ministério de cura e libertação, disse que ficou muito feliz "Como é bom ver tantosjovens reunidos procurando encontrar a felicidade e encontrando o caminho de Jesus", exciama o padre.
Dom Luciano Bergarnin, bispo auxiliar da Diocese de Santo Amaro, celebrou a missa de encerrarnento da terceira Semana da Família, concelebrada pelos padres Osvaldo e Miro.

Para agendar uma palestra.
Tels. (11) 9676.65O9
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