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Depressão

Programa antidrogas para condomínios residenciais



Sem a presença da policia e cercado de muros e portões, Os condomínios podem ser um bom local para os usuários de drogas. Além disso, a falta de diálogo familiar e a exacerbada permissividade por parte de alguns condôminos para com seus filhos acaba tomando ainda mais fácil o acesso aos entorpecentes, consumidos tranqüilamente nas áreas comuns ou mesmo nos apartamentos.
Preocupado com o problema e aliando a experiência de síndico de psicólogo clínico, João César Mouzinho de Queiroz desenvolveu um programa antidragas para condomínios residenciais, em funcionamento desde o ano passado. As palestras, que duram cerca de urna hora, têm obtido a participação de mais da metade dos moradores dos condomínios ande são ministradas. "Procuramos esclarecer aos interessados sobre a importância da conscientização quanto ao
malefícios dos entorpecentes, bem como formas para os síndicos combaterem o uso no interior do prédio", afirma Queiroz. -
Em suas exposições, o psicólogo explica o que leva Os jovens a buscarem o caminho das drogas, como deve ser o relacionamento entre pais e filhos na adolescência e formas de prevenção antidroga. "Ao final, damos um tempo para esclarecimento de dúvidas e vamos encaminhando Os condôminos conforme cada caso, desde urna simples orientação psicol6gica até a indicação para tratamento em clínicas", explica Queiroz, que mora há 11 anos em um condomínio, já foi tesoureiro e sub-sindico, e hoje exerce a cargo de síndico.
Alienação
Visitando as condomínios há mais de um ano, a psic6logo concluiu que as principais causas do uso de drogas são a alienação dos jovens e a ausência do diálogo
familiar. Segundo ele, o isolamento e a falta de um relacionamento mais intenso com os pais levam as adolescentes rapidamente às drogas. "Viciados, eles não têm perspectiva de vida e pouco servirão saciedade", afirma.
Para Os condomínios que têm problemas com o consumo de drogas, a psicólogo não aconselha atitudes externas, coma chamar a polícia. "O síndico deve procurar reunir os pais, dialogar e alertá-los sabre as perigas que a tóxico representa ao filho deles e ao próprio condomínio", orienta.
Outra recomendação a realização de atividades esportivas e de lazer para as jovens do prédio, coma campeonatos de futebol, gincanas e passeios externos. "Assim, eles estarão ocupados com tarefas saudáveis", diz.

Para agendar uma palestra.
Tels. (11) 9676.65O9
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